O Paraíso dos Mochos

Não gostamos todos do mesmo e ainda bem. Eu tenho os meus gostos e vocês os vossos, mas este espaço é para falar do que me seduz, do que eu admiro, um pouco do que faço no meu dia-a-dia e o que defendo ou amo de modo a que me conheçam um pouco melhor. Pois é disso que vos falo uma vez mais… Desde sempre que adorei aves de rapina nocturnas, por as achar muito especiais, por as achar misteriosas, por as achar diferentes e eu gosto de coisas diferentes. Mochos e Corujas são aves que pertencem à ordem das Strigiformes, aves nocturnas distribuídas por grande parte do planeta. Aves muito inteligentes, poderosas predadoras, especiais, são adoradas por uns que as admiram e odiadas por outros que as receiam. Ora vejamos… O mocho e a coruja foram sempre alvo de muitas perseguições na antiguidade e ainda hoje muitas pessoas receiam estas aves, tendo-as como símbolo de mau agouro. Prenúncio de morte dizem os mitos que é mau presságio cruzar com elas, sonhar com elas, principalmente se no sonho a ave estiver dentro de casa o que provoca desgraças… A mente humana habituou-se a construir estas histórias que nunca foram provadas... Apesar de tudo a coruja por exemplo sempre foi adorada. Na mitologia grega era a mascote da deusa Atena, deusa da guerra, da civilização, da sabedoria, da estratégia, das artes, da justiça e da habilidade, uma das principais divindades do panteão grego e um dos doze deuses olímpicos. Atena fazia-se sempre acompanhar de uma coruja no ombro. As corujas são frequentemente encontradas em casa abandonadas, casas de campo, perto de igrejas, onde sempre se acreditou procurarem o azeite que mantinha acesas as lamparinas. Mais tarde percebeu-se que a coruja apenas procurava os insectos que rodeavam a luz do fogo. O mocho é também o símbolo da sabedoria e portanto associado aos estudantes e ao conhecimento. Não posso com muita pena minha ter um mocho ou uma coruja em casa, pois são aves protegidas por lei, portanto e porque não as quero ver sofrer, não as quero ver privadas do seu habitat natural decidi tê-las de outra forma. A minha colecção de mochos e corujas começou com pequenos exemplares que me fascinaram um dia numa montra de alguma loja… “Presas na gaiola” enquanto vivi no campo, nunca levei a mesma muito avante, mas mais tarde, mesmo alguns anos depois e já em Lisboa decidir reavivar uma daquelas colecções que sempre me fascinaram e que me faziam sentir bem. Um mundo diferente, um mundo de mistérios em várias matérias representativas destas aves tão bonitas. “O Paraíso dos Mochos” é assim como chamo à minha família de mochos e corujas. Família que já conta com largas centenas de exemplares de vários materiais e oriundos de cá e um pouco de muitos países por aí espalhados. Preocupação é hoje “a minha gaiola” ser tão pequena para já tantos mochos e corujas… Deixo aqui o blog de “ O Paraíso dos Mochos”. Espero que gostem… http://paraisodosmochos.blogspot.com/
Rui Cláudio Dias

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