Pormenor de Azulejo com motivo Arte Nova.
Portão em Ferro com Motivos Arte Nova - Lisboa
Fabuloso prédio com motivos Arte Nova na Avenida Casal Ribeiro em Lisboa. Já não existe. Foi destruído depois de anos ao abandono e ao vandalismo, para dar lugar a mais uma obra moderna.Neste prédio viveu Fernando Pessoa.
Portão de Ferro com motivos Arte Nova na Avenida da Républica em Lisboa.
Bonita Construção Arte Nova na Avenida da Républica em Lisboa.Este texto é um resumo do que é a fabulosa Arte Nova em Portugal e de como apareceu no mundo. O Estilo bastante apreciado no presente por muitas pessoas é também esquecido e desprezado por milhares de outras pessoas infelizmente. A arte nova foi uma marca cultural que surgiu no final do séc. XIX e que demarcava as classes mais endinheiradas da época da segunda revolução industrial. Os elementos usados nesta arte e a forma como foram conjugados demonstravam que as misturas de outras épocas e de outros estilos, conseguiam demarcar uma arte que não passava de um espelho da burguesia e de uma mostragem à sociedade de quem era mais poderoso. Os estilos árabes, orientais, rococós, góticos entre outros foram usados e integrados e deram um resultado fabuloso nesta arte que viria a ser adorada e uma marca poderosa. Os proprietários podiam então dar asas à sua imaginação e aos seus gostos mais excêntricos conjugando as novas tecnologias da época e usando matérias como o ferro, vidro, metais, para que os resultados fossem vistosos e exuberantes. Cada um podia assim efectuar o seu sonho da maneira que mais lhe convinha e mostrar á sociedade o seu escalão de vida superior, o seu poder, as suas fortunas, as suas culturas, conforme a sua bolsa e a sua vaidade. A este época foi atribuído nesta data o nome de “Belle Époque”. Um período distinguido por uma arte que se manteve numa linha diferente e onde se destacavam principalmente as flores, aves, borboletas entre outros na decoração de cada peça, construção ou decoração.
O estilo foi adoptado por Samuel Bing, um alemão, vendedor de arte que ao colocar no seu estabelecimento mobiliário e peças decorativas deste género recentemente aparecido, fez com que o mesmo se tornasse na moda dos anos seguintes. A sua loja chamava-se “Art Nouveau” e foi daqui que proviu o nome francês para Arte Nova.
Lançada a rampa para este estilo exuberante, foram inúmeras as suas aplicações e conjugações em diversos locais. Arquitectura, joalharia, azulejaria, vidros, loiças, foi onde mais se destacou esta arte. Os motivos mais adoptados e trabalhados foram as flores, animais, aves, e também as figuras do imaginário como duendes, fadas, deuses entre outros.
O Estilo destacou-se primeiramente na França, mas rapidamente se alastrou ao resto do mundo, entrando rapidamente em Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália, América entre outros. Cada país atribui à Arte Nova um nome diferente mas sempre mantendo a mesma ideia do que era este estilo marcante e exuberante. França chamou-lhe “Art Nouveau”; já a Inglaterra, chamou-lhe de “Modern Style”; enquanto a Itália chamou-lhe “Floreale”; a Espanha de “Modernismo” entre outros.
Em Portugal, nos anos 20, o estilo arrecadou o Prémio Valmor de 1927 embora surgido em atraso e durante pouco tempo, em relação aos países vizinhos e do resto do mundo. Derivado de um retardamento no desenvolvimento Industrial do nosso País, esta arte demorou mais em chegar. No entanto quando ingressou no nosso canto à beira mar plantado, foi com força e afinco, verificado que os arquitectos da época adoptaram com garra o estilo e deu-se um crescimento enorme e repentino da Arte Nova em Portugal, demarcando assim uma cultura exuberante na arquitectura Portuguesa. A conjugação do estilo Arte Nova com traços e elementos de figuras Portuguesas como o estilo Manuelino, foi notório, no entanto o nosso património ficou deveras rico, graças às obras dos nosso arquitectos e artistas que deram vida a casas, vidros, ferros, pinturas, frescos, azulejos entre outros trabalhos densamente personalizados e repletos desta arte proveniente da Europa. Portugal era então uma autêntica e fabulosa exposição de arte nova. O período de uso em Portugal foi muito curto mas deixou-nos um legado enorme.
Infelizmente e embora tenham estes tesouros estado associados a grandes nomes da história e a ilustres proprietários do nosso País, e sendo estas obras grandes tesouros de arte em Portugal, continuam a ser misteriosamente substituídos pela arquitectura contemporânea. Existem ainda no nosso património muitos exemplos de Arquitectura com o estilo Arte Nova, mas muitos outros viram os seus dias contados e hoje, deles, resta apenas as memórias. Exemplos não faltam também pelas nossas ruas dos que tristemente, aguardam a sua derrocada, sujeitos a vandalizações, a saques, enquanto não existe projectos modernos para os definitivamente substituir.
Exemplos de Arquitectura Arte Nova em Portugal, são no Porto o café Majestic e em Lisboa a Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves. Outros exemplos felizmente ainda existem na Capital no Porto, Aveiro, Caldas da Rainha entre outras. Montras de ferro Arte Nova também são ainda muito encontradas, assim como Azulejaria, mesmo sendo em edíficios já parcialmente destruidos.
Rui Cláudio Dias
O estilo foi adoptado por Samuel Bing, um alemão, vendedor de arte que ao colocar no seu estabelecimento mobiliário e peças decorativas deste género recentemente aparecido, fez com que o mesmo se tornasse na moda dos anos seguintes. A sua loja chamava-se “Art Nouveau” e foi daqui que proviu o nome francês para Arte Nova.
Lançada a rampa para este estilo exuberante, foram inúmeras as suas aplicações e conjugações em diversos locais. Arquitectura, joalharia, azulejaria, vidros, loiças, foi onde mais se destacou esta arte. Os motivos mais adoptados e trabalhados foram as flores, animais, aves, e também as figuras do imaginário como duendes, fadas, deuses entre outros.
O Estilo destacou-se primeiramente na França, mas rapidamente se alastrou ao resto do mundo, entrando rapidamente em Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália, América entre outros. Cada país atribui à Arte Nova um nome diferente mas sempre mantendo a mesma ideia do que era este estilo marcante e exuberante. França chamou-lhe “Art Nouveau”; já a Inglaterra, chamou-lhe de “Modern Style”; enquanto a Itália chamou-lhe “Floreale”; a Espanha de “Modernismo” entre outros.
Em Portugal, nos anos 20, o estilo arrecadou o Prémio Valmor de 1927 embora surgido em atraso e durante pouco tempo, em relação aos países vizinhos e do resto do mundo. Derivado de um retardamento no desenvolvimento Industrial do nosso País, esta arte demorou mais em chegar. No entanto quando ingressou no nosso canto à beira mar plantado, foi com força e afinco, verificado que os arquitectos da época adoptaram com garra o estilo e deu-se um crescimento enorme e repentino da Arte Nova em Portugal, demarcando assim uma cultura exuberante na arquitectura Portuguesa. A conjugação do estilo Arte Nova com traços e elementos de figuras Portuguesas como o estilo Manuelino, foi notório, no entanto o nosso património ficou deveras rico, graças às obras dos nosso arquitectos e artistas que deram vida a casas, vidros, ferros, pinturas, frescos, azulejos entre outros trabalhos densamente personalizados e repletos desta arte proveniente da Europa. Portugal era então uma autêntica e fabulosa exposição de arte nova. O período de uso em Portugal foi muito curto mas deixou-nos um legado enorme.
Infelizmente e embora tenham estes tesouros estado associados a grandes nomes da história e a ilustres proprietários do nosso País, e sendo estas obras grandes tesouros de arte em Portugal, continuam a ser misteriosamente substituídos pela arquitectura contemporânea. Existem ainda no nosso património muitos exemplos de Arquitectura com o estilo Arte Nova, mas muitos outros viram os seus dias contados e hoje, deles, resta apenas as memórias. Exemplos não faltam também pelas nossas ruas dos que tristemente, aguardam a sua derrocada, sujeitos a vandalizações, a saques, enquanto não existe projectos modernos para os definitivamente substituir.
Exemplos de Arquitectura Arte Nova em Portugal, são no Porto o café Majestic e em Lisboa a Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves. Outros exemplos felizmente ainda existem na Capital no Porto, Aveiro, Caldas da Rainha entre outras. Montras de ferro Arte Nova também são ainda muito encontradas, assim como Azulejaria, mesmo sendo em edíficios já parcialmente destruidos.
Rui Cláudio Dias
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1 comentários:
Rui, está fabuloso! Quem não conhecer o estilo entende perfeitamente do que se trata. Adorei... afinal sempre me vi neste estilo... simplesmente fabuloso...
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